quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Maldita Herança!




♫ Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não ♫ ♫
                                                     (Tempos Modernos - Lulu Santos)

               Discriminação pra mim é abominável. Me dá náuseas. Questiono-me sobre a existência de coisa pior. Vejo as pessoas falarem em crime quando tocam nesse assunto. Mas por que falar de crime e não de pecado? Se for crime, não é contra a sociedade, mas contra a Criação Divina ou contra a Existência.
               Muitos são os clichês, mas na maioria dos casos, é mero clichê. Mesmo. Ponto.
               - Não tenho nada contra roqueiros, alternativos, reggaeros! – alguém diz. 

E apesar de muita gente dizer isso, fora dos guetos, contamos nos dedos quais são as empresas que oferecem cargos de confiança a quem possui tatuagens, piercings, dreads, alargadores. Como se qualquer dessas características determinasse o grau de capacidade ou confiabilidade dessas pessoas.
               - Nada contra homossexuais, mas Deus que me livre de ter alguém assim na minha família – outra pessoa diz.
               - Meu filho nunca vai cursar Dança, Música, Filosofia ou Artes Cênicas na universidade. Isso é profissão de vagabundo!

               Esse é o pior. O inimigo não declarado. Que te sorri e furtivamente está pronto para o ataque-surpresa. Que dorme contigo ou vive tão próximo, mas você não percebe.
               Eu também já ouvi: - Não adianta tentar mudar o pensamento do Sr. Aderbal, ele já está velhinho, foi criado em colégio de padres, filho de militar, blá, blá, blá... 

Da mesma forma que quem faz parte dos guetos e periferias sociais precisa falar e não se transformar numa vítima passiva e sem voz, as pessoas ditas “normais” também tem direito de se expressar. Mas isso não as dá direito de sair ofendendo, humilhando alguém só porque discorda do seu modo de vida.
               O fato de não gostar de algo não justifica agressões, humilhações, torturas físicas e psicológicas. ONDE ENTRA O RESPEITO NESSA HISTÓRIA?
               Não curto música sertaneja, certas atitudes de gente esnobe e outras coisas, mas respeito quem gosta, admira, se identifica. Mas não é por isso que vou sair tacando fogo em patricinhas, soltar bombas em show de bandas sertanejas, enfim. Eu hein!
               As pessoas ficam com receio de tentar abrir a cabeça dos mais velhos quanto a discriminação. Acham que por serem mais idosos, não podem aprender mais nada e que nada vai mudar o conceito que carregaram durante toda a vida. Então, o avô é preconceituoso, transmite esse pensamento estagnado para o filho, depois pro neto. E quando isso vai mudar? Ninguém enxerga que além dessas características em comum entre pessoas, existe um ser humano incrivelmente único, maravilhoso e complexo, por trás de todos esses rótulos que só servem pra causar segregação?
               O mais triste é ver vítimas de preconceito, que mais do que ninguém sabem como humilhação e discriminação dói, também acabam se tornando algozes de outros grupos.
               Nordestino que discrimina homossexual, que discrimina obeso, que discrimina negro, que discrimina pobre... Pessoas igualmente diferentes que gostam de discriminar pessoas diferentes de si?
               Mas ao invés de romper os grilhões, continuam nesse maldito círculo vicioso...


               E se essa discriminação suja e a intolerância fazem parte da herança deixada pelos meus antepassados, prefiro começar  do zero e fazer minha própria história.


Sou livre!


PRECONCEITO NÃO!







3 comentários:

Paulo Braccini disse...

Xô Preconceito! Queremos ser livres ... Liberdade e direitos para todos ...

;-)

Wall ? disse...

Falou e disse, Bratz!

Mais uma vez, obrigado pelo carinho aqui no blog. Sempríssimo bem-vindo! :)

Anônimo disse...

Eu simplesmente não consigo entender essas pessoas. Racismo é uma coisa que deveria ser excluída do nosso pensamento e vocabulário. Todas as pessoas neste mundo merecem respeito, pois são como nós.
Beijão;
by: 'sua pequena notável' *-*

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